Imagine uma empresa de investimentos que decide apostar alto no Bitcoin e, de repente, se torna uma das maiores detentoras públicas da criptomoeda. É exatamente o que aconteceu com a Strive Asset Management. Recentemente, após uma aquisição estratégica, a Strive não só entrou no top 10 de empresas negociadas em bolsa com mais Bitcoin, mas também conseguiu pagar suas dívidas. Vamos explorar essa história passo a passo.
O que motivou a Strive a investir em Bitcoin?
A Strive, fundada em 2022 por Vivek Ramaswamy e Anson Frericks, sempre se posicionou contra investimentos ‘woke’ – aqueles influenciados por critérios ESG (ambientais, sociais e de governança). Em vez disso, foca em retornos puros. No mundo das criptomoedas, isso significa abraçar o Bitcoin como um ativo de reserva de valor.
Em 2025, a empresa deu um salto ao se fundir com a Asset Entities, criando uma companhia pública sob a marca Strive. Essa fusão trouxe holdings de Bitcoin para o tesouro da empresa, apoiada por um investimento de US$ 750 milhões.
A aquisição da Semler Scientific
O ponto de virada veio com a compra da Semler Scientific, uma empresa de dispositivos médicos que já era conhecida por adotar o Bitcoin como reserva principal em 2024. O negócio, todo em ações e avaliado em US$ 1,3 bilhão, elevou o tesouro de Bitcoin da Strive para mais de 10.900 BTC.
Essa movimentação não só aumentou as reservas, mas também permitiu que a Strive quitasse dívidas pendentes, fortalecendo sua posição financeira.
Por que isso importa para o mercado de criptomoedas?
Entrar no top 10 de detentores públicos de Bitcoin significa que a Strive agora está ao lado de gigantes como MicroStrategy e Tesla. Isso reforça a adoção corporativa do Bitcoin, mostrando que empresas tradicionais veem a cripto como um hedge contra inflação e instabilidade econômica.
Para o público leigo, Bitcoin é como ouro digital: limitado em quantidade (só 21 milhões existirão) e descentralizado, sem controle de bancos centrais.
- Aumenta a credibilidade do Bitcoin como ativo corporativo.
- Pode impulsionar o preço do BTC com compras institucionais.
- Mostra diversificação além de tech para saúde e finanças.
Impactos práticos para investidores e empresas
Para investidores individuais, isso abre portas para exposição indireta ao Bitcoin via ações da Strive (ticker: STRV?), sem precisar comprar a cripto diretamente. É mais simples e regulado.
Empresas olhando para tesouraria podem seguir o exemplo: converter caixa em Bitcoin para preservar valor. Mas há riscos, como volatilidade – o preço do BTC pode cair 50% em meses.
Na sociedade, reforça o debate sobre cripto como futuro do dinheiro, especialmente com figuras como Ramaswamy, que concorreu à presidência dos EUA.
Desafios e críticas
Nem tudo é perfeito. A Morningstar deu nota baixa à Strive por turnover de gestão. Além disso, o foco anti-ESG atrai críticas de quem vê sustentabilidade como essencial.
Possibilidades futuras e o que esperar
Olhando adiante, a Strive planeja um ETF de Bitcoin Bond, focado em títulos de empresas que compram BTC. Eles também exploram claims do Mt. Gox, falida exchange com 75.000 BTC em disputa.
Recomendo: Se você é investidor, diversifique, mas estude. Para empresas, avalie o Bitcoin como parte da estratégia de tesouraria.
Em resumo, a jogada da Strive destaca como o Bitcoin está se integrando ao mundo financeiro tradicional. Fique de olho – isso pode ser só o começo de uma onda de adoções corporativas.
Reflexões finais sobre a ascensão da Strive no mundo crypto
Ao analisar essa aquisição, percebo que a Strive não só pagou dívidas e ganhou Bitcoin, mas também sinalizou confiança no futuro das criptomoedas. O que você acha? Vale a pena apostar em empresas como essa? Compartilhe nos comentários e continue acompanhando atualizações no blog.
